--- Prêmio Angelo Agostini ---

terça-feira, 27 de maio de 2014

Resenha pro X-Men!!!

Resenha Sobre o filme X-MEN: Dias de um Futuro Esquecido SEM CORTES.
A versão que sairá publicada no Jornal O POVO do dia 28/05 foi totalmente
retalhada e por isso ficou furreca e podre.

Dias de um “passado” esquecido.
Por Guabiras da Redação.

         Já está com um tempinho que a Revista Mundo Estranho nº 152 (ainda nas bancas) trás em sua edição uma pequena notinha argumentando que a franquia X-Men é digna de “buracos” em seus roteiros. Convenhamos, todos os filmes dos mutantes até agora foram bons, mas em termo de vacilos, também ficaram ótimos. Um exemplo é como pode o Professor Xavier aparecer andando  no começo de X-Men – O Confronto Final (2006) e no final de X-Men Origens: Wolverine (2009) se ele próprio havia levado uma bala na espinha em X-Men: Primeira Classe? Ou seja, anos e anos antes? E se em X-Men: Primeira Classe (2011) nós vimos que foi o Fera que criou a máquina Cérebro (que serve pra caçar mutantes pelo mundo), então por que o mesmo Professor Xavier se denomina o criador em X-Men 2 (2003)? E na hora que ele usa o Cérebro pela primeira vez em X-Men: Primeira Classe aparece um jovem que parece ser o Ciclope e uma menina que certamente é a tempestade. Então no começo de X-Men – O filme (2000) era pra eles estarem no mínimo com 50 anos? 
          Putz! Mas calma, meu amigo. Se por anos esses filmes foram um verdadeiro “saco de gato” na vida de milhares de fãs finalmente eles acabaram de ser decifrados no mais esplêndido dos filmes mutantes até agora: X-Men: Dias de um futuro Esquecido (2014). Acredite se quiser a poderosa Marvel, enfim, mexeu os pauzinhos e não só produziu uma grande aventura dupla (explico já!), como também nos presenteou com todas as explicações óbvias e possíveis pelo decorrer da trama. Maníacos por mutantes prestem atenção. Wolverine, aliás, a mente de Wolverine a mando de Kitty Pryde, volta a um passado remoto, mais ou menos no período “que fim levou os mutantes depois de ‘primeira classe’.” O objetivo dele é evitar a extinção total que vem sofrendo a sua espécie desde quando a vida continuou após “o confronto final”. Sacou?
          É por isso que se o filme se trata de uma aventura dupla. Ora vemos uma batalha lascada num futuro distante com X-Mens do tipo Homem de Gelo (agora surfando em ondas), Tempestade, Colossus (com mais efeitos a disposição) Apache (ex-Tropa Alfa), Blink e Bishop lutando pela sobrevivência (a continuação de “o Confronto Final”), ora vemos a tal mente do Wolverine dentro dele mesmo, só que mais jovem, evitando a todo custo com Fera, Professor Xavier e Magneto que um “pequeno detalhe” inicie tamanho colapso (a continuação de “primeira Classe”). Apesar do filme se basear no quadrinho “Dias de um futuro esquecido”, de 1989, trechos da HQ “O Povo do Amanhã” (2001) Completam o Desfecho. 
         De início, o mesmo Magneto se encontra preso 100 andares abaixo do Pentágono por ter matado um então presidente com uma histórica bala que desviou no ar. Mercúrio é um cara super veloz que nem o The Flash, só que a partir desse filme, o personagem da DC Comics nunca mais será lembrado como antes. Sim, são dele também as melhores cenas. As melhores piadas. Os melhores diálogos. Alguns ao lado do Magneto: “Você manipula o metal, né? Minha mãe namorou um cara assim também! Já ouviu falar dele?”. Putz! Mística também não fica por baixo. Demonstrações à parte, se em “Primeira Classe” Magneto ergue um submarino, em “Dias de um futuro...” ele levanta um estádio inteiro pra cercar a Casa Branca. É aí que Mística, ardilosa ao extremo, engana todo mundo com uma cena de arrepiar a alma.
          Enquanto isso resta pouco tempo no futuro, o Wolverine do passado sofre a mais agonizante morte de sua carreira e o filme vai se tornando digno ao “remendar” uma vida inteira de erros. Erros, aliás, não é mais com os X-Mens. Daqui pra frente qualquer novo filme, além de começar do zero, vai ter no elenco também aqueles que morreram (ops!) nos longas anteriores. Isso porque Wolverine, apesar de terminar mais fudido como de costume, acabou mudando a história das histórias pra nossa felicidade.
 
           Ah, tenha paciência e espere os cinco minutos de créditos passarem porque a cena extra é a melhor já feita na história do cinema. Mutante, é claro.



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