--- Prêmio Angelo Agostini ---

domingo, 4 de junho de 2017

Resenha de filme

REALMENTE, Mulher Maravilha é tão bom que
parece um filme da MARVEL... mas NEM TANTO!

Primeira vantagem da DC Comics
A Marvel não tem um filme SOLO de super 
heroína. Até já me perguntei isso, pois há tempos
a Viúva Negra bem que merecia um longa só dela,
tarará, tarará... mas vejam bem: uma assassina 
profissional, nascida e treinada na Rússia, traindo
seu próprio país pra trabalhana SHIELD = um Serviço Secreto Americano? Humm...
Melhor evitar essa ideia pra não acordar os malditos fantasmas da Guerra Fria. Pode até parecer 
besteira, mas um caso semelhante aconteceu com Wolverine. É que no começo do Imortal (segundo filme solo), Logan vira vítima de uma  bomba 
atômica que cai sobre a cidade de Nagazaki. 
BUMMMMPorém, nos quadrinhos 
(minissérie LOGAN - 2009), a cidade onde ele explode junto com uma bomba é HIROSHIMA!!! 
"Que porra é essa?", você pensa: - Logan esteve nas duas cidades na hora das duas explosões? Não! A Indústria Cinematográfica Americana optou apenas que, relembrar Nagazaki deve ser menos cruel do que relembrar Hiroshima. Afinal, o ataque de
Hiroshima ficou conhecido apenas como uma das maiores covardias já  feitas na
história da humanidade. Isso dá pra se pensar mais fundo...
Mas guerras à parte, 
Essa Mulher Maravilha chegou e chegou com tudo!! 
Filha de Zeus e esculpida no barro, primeiro ela aparece miudinha no meio
das guerreiras que a Ilha Paraíso (Temiscira) sustenta. Seu sonho é se tornar uma
igual e proteger todo mundo quando Ades, o Deus da Guerra, retornar.
Até então, o mundo colorido e os primeiros ângulos nos mostram um diferencial
de tudo que a DC já fez. É.. parece Marvel. Porém, os diálogos ainda estão muito
longe de lembrar um Guardiões da Galáxia ou um Homem-Formiga. 
Mulher Maravilha é bom, é foda e é muito bem aceitável. Mas excesso de
explosões e lutas em câmera lenta não bastam se você continuar tentando
descontrair com piadas que, pelo amor de Deus, fazem o elenco da Praça é
Nossa se sentirem gênios. Diálogos então... Não adianta a DC juntar 
os melhores do mundo se qualquer filme não tiver a formalidade de ter bons
diálogos entre o elenco. Já que é por conta dos diálogos que entendemos 
as histórias em quadrinhos - o primeiro lugar de onde todos esses heróis surgiram. 
Exemplo: Mark Millar é o que é porque sabe escrever.
O que salva Mulher Maravilha é que existe um bom roteiro por cima de personagens 
bem construídos como a secretária maluquete que orienta Diana no mundo 
da moda (!), a doutora maligna que planeja criar o gás mais mortal
dos últimos tempos, o soldado que vira namorado da protagonista e o misterioso
índio que, tem tudo pra ser "o índio" que fazia parte do desenho animado
Superamigos (Xou da Xuxa -  anos1980) e que atendia pelo nome de Chefe Apache.
Até porque no filme ele atende apenas como "Chefe". Coincidência ou não,
Isso também dá pra se pensar mais fundo... 
Quanto ao roteiro, duas Dianas são retratadas. 
A Diana atual, que trabalha no Museu de Louvre (Paris), já amiga de Bruce Wayne,
e a Diana que é narrada por ela mesmo em um enorme flashback.
A grande nata do filme. Se antes Diana era ingênua, teimosa e sonhadora. 
Atualmente ela é maliciosa, experiente e guerreira. Uma guerreira que sai de
sua terra natal pra se envolver em uma guerra entre humanos onde os fracos e os oprimidos são os que mais sofrem. O que você viu em Batman versus Superman
não é nada comparado ao filme, meu amigo. E a cena da trincheira, por exemplo,
é de fazer com que todas as últimas meninas da Terra que não se interessam em super-heróis saiam correndo até a Riachuelo (ou Renner) pra comprar uma camisa da Mulher-Maravilha

Eu, por exemplo, sai do cinema sentindo exatamente a mesma coisa quando
vi os filmes solos do Homem de Ferro, do Capitão América e do Thor.
Entrei não dando um centavo pelo personagem e sai pagando milhões pela
atuação e glória do mesmo.  
Mas nem tanto.
E que venha essa tal de Liga da Justiça.

PS. Não tem pós-créditos.

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